{"id":12550,"date":"2026-01-21T09:48:41","date_gmt":"2026-01-21T12:48:41","guid":{"rendered":"https:\/\/administresuaclinica.com\/?p=8897"},"modified":"2026-06-02T14:52:50","modified_gmt":"2026-06-02T14:52:50","slug":"como-conquistar-a-gen-z-o-que-aprendi-no-web-summit-com-criadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nagataegasparini.com.br\/lp\/blog\/como-conquistar-a-gen-z-o-que-aprendi-no-web-summit-com-criadores\/","title":{"rendered":"Como conquistar a Gen Z: o que aprendi no Web Summit com criadores"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu sa\u00ed do painel com uma sensa\u00e7\u00e3o clara: a maioria das marcas ainda tenta \u201ctraduzir\u201d a Gera\u00e7\u00e3o Z como se fosse um idioma estrangeiro. E, no Web Summit, ouvindo dois criadores que s\u00e3o Gen Z e que constru\u00edram neg\u00f3cios gigantes com conte\u00fado \u2014 Lucy, com uma newsletter global (Shit You Should Care About), e Kit, com uma opera\u00e7\u00e3o de m\u00eddia que cresceu fort\u00edssima no Instagram (como Puberty e outras marcas) \u2014 a resposta ficou \u00f3bvia: <\/span><b>a Gen Z n\u00e3o quer ser estudada, quer ser inclu\u00edda<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A conversa come\u00e7ou com uma pergunta que parece simples, mas \u00e9 poderosa: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">quanto da estrat\u00e9gia de voc\u00eas foi \u201cintui\u00e7\u00e3o\u201d e quanto foi clareza sobre o que a audi\u00eancia queria?<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A resposta foi direta. Tanto Lucy quanto Kit disseram que, no in\u00edcio, <\/span><b>elas criavam conte\u00fado para elas mesmas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Isso muda tudo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Porque o que muitas empresas fazem \u00e9 o oposto: olham para a Gen Z como um \u201csegmento de mercado\u201d, tentam adivinhar desejos, e produzem conte\u00fado para \u201catingir um p\u00fablico\u201d. S\u00f3 que, quando o conte\u00fado \u00e9 criado como se fosse um an\u00fancio disfar\u00e7ado, a Gen Z percebe. E desliza o dedo.<\/span><\/p>\n<h3><b>1) Se voc\u00ea quer alcan\u00e7ar a Gen Z, pare de tentar \u201calcan\u00e7ar\u201d<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma das frases mais certeiras do painel\u00a0 no<a href=\"https:\/\/www.nagataegasparini.com.br\/lp\/blog\/web-summit-2025-agentic-commerce\"><strong> Web Summit<\/strong> <\/a>foi praticamente um tapa estrat\u00e9gico: <\/span><b>\u201c\u00c9 f\u00e1cil alcan\u00e7ar a Gen Z quando voc\u00ea \u00e9 Gen Z.\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> E em seguida veio o ponto que eu acho que todo CMO deveria colocar em letras gigantes na parede:<\/span><\/p>\n<p><b>\u201cSe voc\u00ea quer alcan\u00e7ar a Gen Z\u2026 contrate Gen Z.\u201d<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso parece um clich\u00ea at\u00e9 voc\u00ea perceber o quanto ele \u00e9 verdadeiro. O problema n\u00e3o \u00e9 falta de budget. \u00c9 falta de perspectiva. A Gen Z n\u00e3o \u201cconsome conte\u00fado\u201d do jeito que as gera\u00e7\u00f5es anteriores consumiam. Ela <\/span><b>vive cultura em tempo real<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, e cultura n\u00e3o se simula em reuni\u00f5es de planejamento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando uma empresa tenta criar para a Gen Z sem ter Gen Z participando da constru\u00e7\u00e3o, o conte\u00fado nasce com atraso. A est\u00e9tica pode at\u00e9 estar certa, mas o sentimento est\u00e1 errado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E isso \u00e9 o que mais apareceu no painel: <\/span><b>a Gen Z \u00e9 sens\u00edvel a autenticidade, mas mais ainda a coer\u00eancia<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. O que significa: n\u00e3o adianta falar \u201ccomo jovem\u201d se a marca n\u00e3o pensa como jovem, n\u00e3o age como jovem e n\u00e3o est\u00e1 presente onde a conversa acontece.<\/span><\/p>\n<h3><b>2) O p\u00fablico n\u00e3o foi uma escolha. Foi uma consequ\u00eancia.<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Lucy contou que o p\u00fablico nunca foi uma decis\u00e3o estrat\u00e9gica do tipo \u201cquero atingir tal grupo\u201d. O tom dela era mais: \u201ceu sou eu, eu me interesso pelo mundo, e se voc\u00ea quiser, vem.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse detalhe \u00e9 importante porque ele explica um fen\u00f4meno de mercado: <\/span><b>as maiores marcas pessoais da Gen Z n\u00e3o nasceram de um plano. Elas nasceram de uma vis\u00e3o.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A audi\u00eancia aparece quando h\u00e1 clareza editorial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E a\u00ed entra uma diferen\u00e7a brutal entre o marketing tradicional e o que eu vi ali no palco: enquanto muita marca pensa \u201co que eu preciso dizer para vender?\u201d, criadores Gen Z pensam \u201co que eu preciso dizer para que isso fa\u00e7a sentido na vida real?\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa mudan\u00e7a de mentalidade transforma o tipo de conte\u00fado que voc\u00ea cria, o ritmo que voc\u00ea publica e at\u00e9 o jeito como voc\u00ea constr\u00f3i comunidade.<\/span><\/p>\n<h3><b>3) O algoritmo \u00e9 inst\u00e1vel. Sua identidade n\u00e3o pode ser.<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma parte do painel que mexeu comigo foi quando Lucy mencionou que publicou conte\u00fados sobre pol\u00edtica (no caso, elei\u00e7\u00f5es locais nos EUA) e sentiu que a plataforma limitou o alcance e derrubou posts. A justificativa foi \u201ccrackdown em conte\u00fado de terceiros\u201d, mas o sentimento foi: \u201ctem algo estranho aqui\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E a\u00ed veio o ponto que \u00e9 ouro para marcas: <\/span><b>n\u00e3o d\u00e1 para construir um neg\u00f3cio dependente do humor do algoritmo<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso aparece em v\u00e1rias camadas:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Instagram pode limitar seu alcance de uma hora pra outra.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">O conte\u00fado pode ser classificado como \u201creutilizado\u201d, \u201csens\u00edvel\u201d ou \u201cn\u00e3o recomendado\u201d.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">O que funcionava ontem pode cair hoje \u2014 sem explica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E isso explica por que Lucy defende tanto a newsletter: porque ali existe uma coisa rara hoje \u2014 <\/span><b>alcance direto<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<h3><b>4) Newsletter n\u00e3o \u00e9 nostalgia. \u00c9 estrat\u00e9gia.<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu vi muita gente no evento falando sobre IA, automa\u00e7\u00e3o e escala. Mas a conversa sobre newsletter me lembrou de um fundamento que \u00e0s vezes a gente esquece: <\/span><b>crescimento sustent\u00e1vel depende de canal pr\u00f3prio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Lucy descreveu isso com simplicidade: mesmo estando em uma plataforma (Substack), <\/span><b>a lista \u00e9 dela<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Ela pode levar para outro lugar se quiser.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso, no contexto da Gen Z, \u00e9 ainda mais relevante porque a gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 fiel a plataforma \u2014 ela \u00e9 fiel a criador e a comunidade. Se o conte\u00fado muda de lugar, a comunidade acompanha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que as marcas precisam entender \u00e9: <\/span><b>n\u00e3o \u00e9 sobre formato. \u00c9 sobre relacionamento.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">E relacionamento nasce quando existe const\u00e2ncia, voz e entrega.<\/span><\/p>\n<h3><b>5) A m\u00e9trica que importa para Gen Z nem sempre \u00e9 o like<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Kit explicou algo que faz total sentido: o term\u00f4metro real do conte\u00fado n\u00e3o \u00e9 o n\u00famero de curtidas \u2014 \u00e9 o <\/span><b>sentimento nos coment\u00e1rios e o volume de compartilhamentos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Gen Z conversa por conte\u00fado. Ela manda post no DM, compartilha meme como linguagem, comenta para participar do assunto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu sa\u00ed com a seguinte conclus\u00e3o pr\u00e1tica: se voc\u00ea est\u00e1 medindo sucesso s\u00f3 por alcance e curtida, voc\u00ea pode estar ignorando o que de fato cria tra\u00e7\u00e3o cultural: <\/span><b>o compartilhamento<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><b>O que isso tem a ver com a Nagata &amp; Gasparini?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Enquanto eu ouvia tudo isso, eu pensava em algo que a consultoria da <\/span><a href=\"https:\/\/nagataegasparini.com.br\/\"><b>Nagata &amp; Gasparini<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> faz muito bem: <\/span><b>transformar o \u201cqueremos crescer\u201d em um sistema de marca e opera\u00e7\u00e3o que sustenta crescimento.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Porque a ess\u00eancia do painel n\u00e3o era \u201ccomo viralizar\u201d. Era \u201ccomo criar consist\u00eancia de marca e de conte\u00fado para gerar confian\u00e7a e comunidade\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E isso exige m\u00e9todo: posicionamento, identidade, governan\u00e7a, processos, indicadores e ritmo de produ\u00e7\u00e3o. Sem isso, qualquer marca vira ref\u00e9m do algoritmo \u2014 e, pior, ref\u00e9m de si mesma, porque muda de tom toda semana tentando acertar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Gen Z percebe. E sai.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu sa\u00ed do painel com uma sensa\u00e7\u00e3o clara: a maioria das marcas ainda tenta \u201ctraduzir\u201d a Gera\u00e7\u00e3o Z como se fosse um idioma estrangeiro. 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