{"id":12545,"date":"2026-01-06T17:00:22","date_gmt":"2026-01-06T20:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/administresuaclinica.com\/?p=8875"},"modified":"2026-06-02T14:56:53","modified_gmt":"2026-06-02T14:56:53","slug":"the-cult-of-community","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nagataegasparini.com.br\/lp\/blog\/the-cult-of-community\/","title":{"rendered":"The Cult of Community: porque pertencimento virou o novo motor de crescimento das marcas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando entrei na sala para assistir \u00e0 palestra \u201cThe cult of community: Turning audiences into advocates\u201d no Web Summit Lisboa, eu confesso que esperava uma discuss\u00e3o interessante, mas talvez mais conceitual.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3>Expectativa de mais um painel sobre tend\u00eancia \u2014 e a surpresa logo no in\u00edcio<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2018Comunidade\u2019 virou palavra moda, e a gente corre o risco de ouvir sempre a mesma coisa. S\u00f3 que aquele painel n\u00e3o foi repeti\u00e7\u00e3o de tend\u00eancia: foi quase um \u201calerta de realidade\u201d para quem trabalha com marketing, estrat\u00e9gia e crescimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Logo de cara, o mediador abriu com uma frase que parecia simples, mas que ficou ecoando na minha cabe\u00e7a pelo resto do dia: as pessoas est\u00e3o cansadas de serem tratadas como alvo. Elas querem pertencer. E ali eu percebi que n\u00e3o est\u00e1vamos falando de uma mudan\u00e7a pequena no marketing. Est\u00e1vamos falando de uma mudan\u00e7a de cultura.<\/span><\/p>\n<h2>The cult of community como mudan\u00e7a cultural no marketing<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A confian\u00e7a em marketing tradicional vem erodindo, e n\u00e3o \u00e9 de hoje. Mas a palestra colocou isso numa perspectiva mais humana. O consumidor n\u00e3o quer s\u00f3 um produto. Ele quer sentir que faz parte de algo. Quer identifica\u00e7\u00e3o, significado, um \u201clugar\u201d emocional. E quando isso acontece, a rela\u00e7\u00e3o com a marca muda completamente: ela deixa de ser transa\u00e7\u00e3o e vira identidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Jeff Berman, CEO da WaitWhat e co-host do Masters of Scale, conseguiu ilustrar isso de um jeito que eu n\u00e3o vou esquecer. Ele falou do<a href=\"https:\/\/www.nagataegasparini.com.br\/lp\/blog\/web-summit-2025-agentic-commerce\"><strong> Web Summit<\/strong><\/a> como exemplo: mais de 75 mil pessoas reunidas, energia enorme, mas\u2026 ningu\u00e9m aqui se sente \u201cidentidade Web Summit\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A gente usa camiseta porque ganhou, tira foto, acha o evento incr\u00edvel. Mas dificilmente algu\u00e9m tatuaria o logo no corpo. Agora, quando ele citou torcidas esportivas, a diferen\u00e7a ficou gritante. Um torcedor do Arsenal ou do Barcelona, ou, no caso dele, dos Rams e Dodgers, vive a marca como parte de quem ele \u00e9. Tem ritual, canto, s\u00edmbolo, linguagem comum, pertencimento e tem comunidade.<\/span><\/p>\n<h3>Ouvir n\u00e3o \u00e9 participar: a diferen\u00e7a entre audi\u00eancia e comunidade<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E foi ent\u00e3o que Jeff colocou a provoca\u00e7\u00e3o central do painel: as marcas n\u00e3o podem mais pensar s\u00f3 em audi\u00eancia. Precisam pensar em comunidade. Porque audi\u00eancia \u00e9 algu\u00e9m que escuta. Comunidade \u00e9 algu\u00e9m que participa. Audi\u00eancia compra se fizer sentido no momento. Comunidade defende, recomenda, cria conte\u00fado, volta, puxa outros. Comunidade sustenta crescimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu adorei como ele trouxe o exemplo do Liquid Death (a marca de \u00e1gua que virou \u00edcone cool). Ele disse algo como: quando voc\u00ea aparece numa festa segurando Liquid Death, voc\u00ea est\u00e1 dizendo algo sobre quem voc\u00ea \u00e9. A marca vira um s\u00edmbolo. E quem compartilha daquele s\u00edmbolo naturalmente se aproxima. A marca cria uma ponte entre pessoas. Isso n\u00e3o \u00e9 \u201ctargeting\u201d. Isso \u00e9 identidade.<\/span><\/p>\n<h2>Por que The cult of community \u00e9 um ativo de crescimento sustent\u00e1vel<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Enquanto eu ouvia, pensei no quanto isso explica o que vemos na pr\u00e1tica: o mercado est\u00e1 lotado de oferta, conte\u00fado e publicidade. Aten\u00e7\u00e3o virou moeda escassa. Nesse contexto, marcas que s\u00f3 \u201ccompram aten\u00e7\u00e3o\u201d ficam fr\u00e1geis. Elas dependem de gasto cont\u00ednuo. J\u00e1 marcas que constroem pertencimento criam um ativo vivo: confian\u00e7a social.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao longo da palestra, esse conceito apareceu v\u00e1rias vezes de jeitos diferentes. Rob Weston, VP de Marketing da Loop Earplugs, foi direto ao refor\u00e7ar que n\u00e3o adianta tentar criar comunidade artificialmente. Se a marca entra querendo \u201cfabricar\u201d seguidores, vira algo superficial. Mas se ela nasce ou se orienta para necessidades reais do p\u00fablico, a comunidade acontece como consequ\u00eancia. Isso \u00e9 poderoso porque muda a postura do marketing: em vez de planejar controle, planejar cuidado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro ponto que me marcou foi perceber que comunidade n\u00e3o se resume a social media. Ela pode nascer do produto, do prop\u00f3sito, da experi\u00eancia, do atendimento, do jeito como a empresa se comporta no mundo. Comunidade, no fundo, \u00e9 um sistema de rela\u00e7\u00f5es. Ela existe quando pessoas passam a se reconhecer ao redor de uma marca, n\u00e3o porque foram influenciadas, mas porque se identificam.<\/span><\/p>\n<h3>O desafio do controle e a for\u00e7a da cocria\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E isso tamb\u00e9m exige humildade. O painel tocou num tema delicado: quando a comunidade cresce, ela come\u00e7a a coautorizar a marca. Voc\u00ea come\u00e7a com uma tese de branding, com uma ideia de posicionamento, mas quando surge uma comunidade real, ela passa a moldar o que a marca \u00e9. Ela cria memes, rituais, cr\u00edticas, pedidos, interpreta\u00e7\u00f5es. Isso pode ser assustador para empresas que querem controlar tudo, mas \u00e9 exatamente onde a for\u00e7a mora. Uma marca que abra\u00e7a a cocria\u00e7\u00e3o vira movimento. Uma marca que tenta controlar demais vira propaganda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sa\u00ed desse primeiro bloco do painel com uma certeza muito clara: o marketing do futuro \u00e9 um marketing de pertencimento. A l\u00f3gica de \u201ceu falo \/ voc\u00ea escuta\u201d est\u00e1 envelhecendo r\u00e1pido. Em seu lugar, cresce a l\u00f3gica de \u201ceu construo com voc\u00ea \/ voc\u00ea constr\u00f3i comigo\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E, pensando como consultora e como algu\u00e9m que v\u00ea opera\u00e7\u00f5es de perto, eu enxergo que isso tem impacto direto na forma como as empresas devem se organizar. Porque comunidade n\u00e3o nasce do nada. Ela precisa de consist\u00eancia, cultura interna e processos que permitam escuta e resposta real.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 aqui que o trabalho da Nagata &amp; Gasparini se conecta de forma natural com esse futuro. Construir comunidade exige:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; compreens\u00e3o profunda do p\u00fablico (n\u00e3o s\u00f3 dados, mas contexto humano)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; processos para coletar e interpretar sinais reais<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; cultura que n\u00e3o traia a identidade da marca<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; estrat\u00e9gia de crescimento baseada em relacionamento, n\u00e3o em volume de m\u00eddia<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Empresas que querem crescer de forma sustent\u00e1vel v\u00e3o precisar organizar essas pe\u00e7as,\u00a0 e isso \u00e9 justamente o tipo de jornada que a N&amp;G apoia todos os dias.<\/span><\/p>\n<h3><strong>Transforme audi\u00eancia em comunidade real<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <a href=\"https:\/\/nagataegasparini.com.br\/\"><strong>Nagata &amp; Gasparini<\/strong> <\/a>ajuda marcas a construir crescimento sustent\u00e1vel com base em prop\u00f3sito, dados, cultura e experi\u00eancia. Estruturamos processos, jornadas e estrat\u00e9gias que fortalecem a confian\u00e7a e criam defensores de marca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fale com nossos especialistas e prepare sua empresa para a era do community marketing.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando entrei na sala para assistir \u00e0 palestra \u201cThe cult of community: Turning audiences into advocates\u201d no Web Summit Lisboa, eu confesso que esperava uma discuss\u00e3o interessante, mas talvez mais conceitual.\u00a0 Expectativa de mais um painel sobre tend\u00eancia \u2014 e a surpresa logo no in\u00edcio \u2018Comunidade\u2019 virou palavra moda, e a gente corre o risco [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":13221,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[68,240,162],"class_list":["post-12545","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-comunicacao","tag-comunidade","tag-web-summit"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nagataegasparini.com.br\/lp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12545","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nagataegasparini.com.br\/lp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nagataegasparini.com.br\/lp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nagataegasparini.com.br\/lp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nagataegasparini.com.br\/lp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12545"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nagataegasparini.com.br\/lp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12545\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12588,"href":"https:\/\/nagataegasparini.com.br\/lp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12545\/revisions\/12588"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nagataegasparini.com.br\/lp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nagataegasparini.com.br\/lp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12545"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nagataegasparini.com.br\/lp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12545"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nagataegasparini.com.br\/lp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12545"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}